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JPT na defesa dos 100% dos royalties do pré-sal para educação, para fortalecer nosso sistema de direitos e aprofundar as transformações sociais



A educação brasileira sofreu um duro golpe, na última terça-feira, 6 de novembro. O golpe foi desferido pelas forças conservadoras e reacionárias de nosso País. Por 220 votos contra e  211 a favor, o projeto de lei 2565/11 que destinaria 100% dos royalties dos novos contratos de exploração de petróleo para a educação, foi rejeitado na Câmara Federal.



O relatório do projeto rejeitado pelos inimigos da educação, de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), propunha cerca de R$ 35,5 bilhões a mais para a Educação de nosso País até 2020, sendo R$ 15,5 bilhões já para o ano de 2013.



Esta é uma reivindicação dos Movimentos Sociais que lutam em defesa da  educação pública de qualidade e a posição também defendida pela presidenta Dilma e pelo ministro da Educação, Aloísio Mercadante.


Caso a proposta fosse aprovada, os investimentos em educação subiriam para além dos atuais 4% do PIB, já no próximo ano.



Para além disso, a opção política pelo fortalecimento do sistema de direitos sociais estabelecido pela Constituição Federal de 1988 é um caminho que vem sendo percorrido desde 2003 com a institucionalização de novos direitos e a implementação de diversos programas e políticas visando organizar e expandir o acesso a serviços públicos de forma universal. Na última década, cresceu em  254% o investimento público federal em Educação e esta medida rejeitada pela Câmara, juntamente com o PL do deputado Padre João (PT-MG), que estabelece que 10% da receita bruta da União seja para o SUS, promoveriam um notável aprofundamento das transformações sociais em curso.



Infelizmente, a Câmara dos Deputados está repleta de inimigos da educação e do povo. Apenas as bancadas de deputados federais do PT e do PCdoB, honrando suas tradições, votaram de maneira unanime a favor da proposta do Governo e dos Movimentos Sociais.



O Projeto de Lei segue agora para a sanção da presidenta Dilma, a quem somamos nossos esforços e damos total apoio à campanha para que vete esta tentativa de impedir que o Estado brasileiro invista na educação de seu povo.



Direção Nacional da Juventude do Partido dos Trabalhadores
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Nota da DNJPT Sobre Caso de Racismo Cometido no Âmbito da Caravana da JPT-DF


A Caravana da Juventude do PT-DF chegou em São Miguel do Oeste/SC no dia 13 de setembro, depois de passar por cidades de GO, MG e PR. A Caravana é composta por 10 integrantes (de várias etnias, credos e orientações sexuais), em sua maioria representantes da pasta de Políticas Públicas de Juventude do PT em cidades satélites do DF, que reservaram o mês de setembro para passar em vários municípios, firmando compromisso com os candidatos a prefeito(a) e vereador(a) com a Juventude, através da assinatura do Pacto pela Juventude, já que no DF o cidadão não tem direito de eleger o seu prefeito e o representante da cidade é indicado pelo Governador.

Na noite de sexta-feira (21), aconteceu a abertura da Festa das Etnias da cidade e os integrantes da Caravana que são negros foram convidados para fazer uma apresentação. Luís Henrique e o Luahn fizeram um stand-up chamado “Coisa de Preto”. Após uma semana na cidade, andando em uma van plotada com a logo da JPT, todos já nos reconheciam na rua. Movimentamos a campanha do candidato a prefeito nas redes sociais, que é o único prefeito ex assentado do país, e depois da apresentação dos meninos, ganhamos cortesias para o camarote do Show do Charlie Brown Jr, que aconteceria na mesma noite, com direito a conhecer a banda e tirar fotografias com eles no Hotel antes da apresentação. Inclusive a banda toda usava casacos e bonés com o número 13 estampado e brincaram bastante com o grupo, que estava adesivado com as melequinhas da Caravana e do PT com o número 13.

Logo depois, o grupo se encaminhou para o local do show e ao entrar na área VIP, uma parte do grupo foi para frente do palco e a outra, os negros, ficou no fundo, na parte mais afastada do palco. Neste momento um grupo de jovens da cidade (onde um deles é filho de uma candidata a vereadora pelo PSD, que é oposição na cidade, e tem uma produtora que é apoiadora da candidatura do adversário PMDB), começou a ironizar os meninos e um deles esbarrou no Luís Henrique, que levantou as mãos e disse que não estava lá para brigar e sim para curtir o show. Alguns segundos depois, um grupo de seguranças da empresa Patrimonial (cujo dono já foi candidato a vereador pelo PMDB e também é apoiadora do adversário), deu um choque no Luís Henrique que tinha acabado de abaixar as mãos. Ele virou e perguntou o que estava acontecendo e recebeu como resposta um questionamento: o que eles, PRETOS, estavam fazendo na área VIP? Ele mostrou que estava com a pulseirinha e levou novo choque com um questionamento de onde eles haviam roubado aquela pulseirinha. Outros seguranças se juntaram, num total de 8, e começaram a empurrar e bater nos meninos. Eles levantaram a mão novamente em sinal de rendição e disseram que não representavam perigo e que poderiam, mas não iriam oferecer resistência. Um segurança imediatamente deu uma gravata no Luahn, que é asmático. O Luís Henrique pediu para soltarem o Luahn, explicou que ele tinha asma e que era perigoso dar choque nele. Um dos seguranças imediatamente desferiu uma cacetada e choques, empurrando os meninos escada abaixo. Eles foram escorraçados da área VIP sob xingamentos de urubus, macacos, pretos safados e outras infinidades de ofensas.

Ao perceber a movimentação, Pedro, que é integrante da Caravana e é natural de São Miguel do Oeste, mas vive há quase 10 anos no DF, correu para socorrer os meninos, mas nesse momento o Luahn já estava desmaiado no chão. Ele foi até uns guardas da polícia militar que estavam no local, explicando o acontecido e exigindo que eles o acompanhassem para identificar os agressores. Os policiais se recusaram e quando o Pedro os chamou de preconceituosos e provincianos, ouviu voz de prisão por desacato à autoridade. Um outro policial veio intermediar a conversa e disse que se responsabilizaria pelo Pedro, orientando-o a abrir um boletim de ocorrência. Eles então aguardaram a chegada dos bombeiros para prestar os primeiros socorros ao Luahn, que ainda estava desmaiado. Depois seguiram para a Delegacia para prestar o depoimento e não foi possível fazer o exame de corpo delito, que só pode ser realizado na segunda-feira (24).

Em nenhum momento houve revide, nem contra ataque da parte dos meninos. O Luís Henrique inclusive trabalha em uma ONG que presta assistência a jovens em conflito com a lei e é lutador de Moi Tai há 15 anos, federado, poderia ter revidado, mas não revidou. O que aconteceu foi um MASSACRE, pelo simples motivo dos negros estarem na área VIP de um show, na área reservada para as elites. No Boletim de ocorrência ficou registrado como Injúria e Lesão Corporal Dolosa.

Juridicamente a injúria é crime contra a honra, que consiste em ofender alguém, proferindo contra a vítima palavras que atentam contra sua dignidade. A Lei entendeu que quando esta ofensa estiver relacionada com elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, o crime de injúria merece uma punição mais grave, tornando-se qualificado, sendo prevista uma pena de um a três anos de reclusão. Mas o crime de injúria qualificada pelo preconceito é diferente do delito de racismo, previsto na Lei nº 7.716/89.  Enquanto na injúria preconceito é atribuída qualidade negativa à vítima, no racismo, a vítima é segregada do convívio social em razão de sua cor, raça etc. O crime de injúria preconceito é prescritível, afiançável e de ação penal pública condicionada (Lei nº 12.033/09). Já o racismo é imprescritível, inafiançável e de ação penal pública incondicionada.

Isto colocado, entendemos que o que aconteceu não foi injúria apenas, como pode ser evidenciado na diferenciação entre os crimes de Injúria Racial e Racismo. Apesar de todos os xingamentos recebidos, os meninos foram vítimas de RACISMO. Foram agredidos verbal, moral e fisicamente. Eles foram privados do direito de ir e vir. Foram vítimas de um crime que ronda o Brasil e se evidenciou nos golpes desferidos por causa da cor da pele em uma noite que era para ser de festa. E se o asmático tivesse tido um colapso com os choques, teria sido apenas mais um negro para as estatísticas. Já estávamos identificados na cidade e acreditamos que foi crime de racismo sim, mas também teve como agravante sermos do Partido dos Trabalhadores. Houve o preconceito pelos meninos estarem adesivados com a melequinha do PT e infelizmente ainda sofremos preconceito por levantar nossa bandeira. Mas principalmente, houve racismo. E o racismo é desumano e viola os direitos, impede a efetivação da cidadania e propaga a violência simbólica e física na vida das vítimas. No Brasil, de modo velado ou explícito, a aparência do negro sempre foi um fator de discriminação. Deveria haver uma punição mais severa àquele que pratica delito motivado em preconceito de raça, ainda que com uma mera ofensa, considerando os preceitos da nossa Constituição que, no seu art. 3º, determina que é objetivo do Estado “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Enquanto estamos cabisbaixos, ainda estarrecidos com a violência praticada, e esbarramos por eles andando pela cidade, disfarçam e desviam o caminho, na certeza do esquecimento e da impunidade.

Esta nota, além de narrar o acontecimento dos fatos, tem o intuito de ser um protesto, para que os meninos da Caravana não sejam apenas mais uns jovens negros vítimas da violência, já que o Brasil detém um dos maiores índices de mortes violentas entre a população jovem, sendo os negros e pardos as principais vítimas. Sabemos que há no Brasil o genocídio da Juventude negra e estudos divulgados pela ONU atestam que 70% dos jovens com idade entre 15 e 24 anos, vítimas de homicídio no Brasil, são jovens negros. São mortes evitáveis, embasadas no preconceito, no racismo. Mortes que viram estatísticas e que na maioria das vezes não vai para o jornal. O número não dói quando não é um amigo, um companheiro que você conhece. É um desconhecido que cai no senso comum de que é um bandido e bandido bom é bandido morto.

“A ideologia racista inculcada nas pessoas e nas instituições leva à reprodução, na sucessão das gerações e ao longo do ciclo da vida individual, do confinamento dos negros aos escalões inferiores da estrutura social, por intermédio de discriminação de ordens distintas, explícitas, veladas ou institucionais, que são acumuladas em desvantagens”. (Rafael Guerreiro, IPEA). Que nada mais é do que a institucionalização da violência racial há séculos.

Em pleno século XXI, onde oficialmente já faz 120 anos que ocorreu a Abolição, onde os direitos do cidadão constam na Constituição há mais de duas décadas, onde a Carta da Declaração Universal dos Direitos Humanos já tem mais de meio século, ainda se vê muitos brasileiros(as) negros(as) sendo diariamente vitimados pela violência, pelo preconceito e pelo racismo. Mas infelizmente este fato pode não provocar mais reação de indignação na sociedade, tampouco nas organizações de direitos humanos, porque todos evitam tocar na questão racial e até mesmo o Estado, que deveria ser imparcial no trato com o cidadão, mostra sua face racista, quando é seletivo na abordagem nas ruas e tem sempre o mesmo alvo: o negro. Os únicos expulsos do camarote foram os negros. Os únicos que levaram socos, cacetadas e choques foram os negros.
  
A Caravana ainda está muito abalada com tudo o que aconteceu. Nunca tínhamos vivenciado tão de perto uma situação de terror como esta, violência gratuita e banal. Mas Deus permitiu que nada de mais grave acontecesse e agora vamos nos preparar para lutar contra esta discriminação vil e cruel que vitima tantos(as) jovens negros(as) no Brasil e que poderia ter vitimado um dos nossos. Da luta não nos retiramos. Diante disso tudo, declaramos todo nosso repúdio à empresa Patrimonial, que fez a segurança do show e cometeu esta barbárie. Por isso declaramos que daremos continuidade ao processo criminal e esta empresa irá se responsabilizar pelo ato dos seus funcionários, tão despreparados. Não adianta mais denunciar o racismo apenas nas letras das músicas, nos poemas, nos grafites, nas redes sociais. Os racistas tem que responder criminalmente por seus atos.

Gostaria de registrar que desde a realização do exame de corpo delito, estamos sendo procurados por representantes da empresa, que nos pedem a retirada do B.O., alegando que tudo não passou de um mal entendido e gostariam de tentar chegar a um acordo. Eles alegam inclusive que se não for retirada a ocorrência, será muito complicado para o atual prefeito, que concorre à reeleição, já que nunca houve um fato desses na cidade e isso prejudica a atual gestão, que é do PT, que vai assumir a fatura. Eles inclusive disseram que se continuarmos com isso, o nosso candidato vai perder votos. Mas nós gravamos a última conversa com uma dessas pessoas, que sem saber que estava sendo gravado admite as agressões, os choques (ele alega inclusive que teve que dar a cacetada no Luahn porque era mais fácil fazê-lo descer as escadas desmaiado do que se debatendo) e esta ameaça política, mas acreditamos que com o apoio dos nossos companheiros nos manteremos firmes e afirmamos que não conseguirão nos calar ou nos intimidar. Agradecemos todo o apoio que recebemos.
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Basta ao Extermínio da Juventude!


No dia 08 de setembro seis jovens moradores da Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, foram aproveitar o sábado de sol em uma das cachoeiras da região. Na tarde de 10 de setembro os corpos do grupo de amigos foram encontrados às margens da Rodovia Presidente Dutra apresentando sinais de tortura.

Na tarde do mesmo dia 08 de setembro no Distrito Federal, o adolescente Ronald Ferreira de Barros de 15 anos estava sendo enforcado por seus colegas de quarto no antigo CAJE (Centro de Atendimento Juvenil Especializado). Este homicídio é o terceiro em 20 dias no interior da instituição, e é parte de uma “política” promovida por parte dos internos que relataram a Delegacia da Criança e do Adolescente, que cometerão assassinatos semanais para pressionar as autoridades a aplicarem penas mais brandas aos infratores.

O que há em comum entre os dois casos é o fato de jovens, negros e moradores da periferia estarem sendo exterminados, seja pelo Sistema Socioeducativo que apenas este ano já registrou 11 homicídios em seis estados da federação, seja pela violência disseminada em nossa sociedade, mas que apresenta sua face mais perversa para esse grupo.

De acordo com o Mapa da Violência 2011, as chances de um jovem negro entre 15 e 25 anos ser assassinado é 127% maior do que a de um branco na mesma faixa etária. O mesmo estudo também indica um aumento de mais de 340% na mortalidade de jovens nas últimas três décadas. Os dados são alarmantes e não nos permitem mais o silêncio e inércia.

A Juventude do PT se solidariza com as famílias das vítimas, se posiciona em prol da apuração das circunstâncias das mortes, e da construção de uma política de proteção à vida dos nossos jovens que seja perpassada por uma perspectiva de promoção dos direitos humanos, de combate à criminalização da juventude, e que enxergue em todos os jovens e em todos os cidadãos e cidadãs brasileiras, em conflito com a lei ou não, independente da cor e da classe social, como sujeitos de direitos e protagonistas de um novo paradigma de desenvolvimento nacional, garantindo a estes o direito à vida plena, liberta da categoria de "necessidade" e prenhe de possibilidades.


                                            Direção Nacional da Juventude do PT
                                   Coordenação Nacional de Direitos Humanos da JPT

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CIRCULAR - JPT, Comunicação e Eleições 2012



 A Coordenação Nacional de Comunicação da JPT preparou uma série de ações práticas para a campanha eleitoral de 2012. São elas:

- Gravação de depoimentos da Direção e da militância da JPT para rádio e TV com apoio para as candidaturas Petistas e dialogando com a plataforma política a ser defendida pela JPT.

- Lançamento do nosso site http://juventudevota13.wordpress.com/, ele será um espaço colaborativo e interativo, e contando com a contribuição de todos apoiadores às  candidaturas Petistas. Nele você poderá encontrar nossa agenda de mobilizações, acompanhar a caravana da Juventude do PT, ter acesso a materiais de campanha, programas de governo, textos de formação, e informações sobre as eleições 2012.

- Divulgaremos notícias, vídeos e textos produzidos pela nossa militância, basta enviar o conteúdo para o email juventudevota13@fmusp.com

- Lançaremos alguns documentos que orientem as nossas candidaturas como a Cartilha da JPT para as eleições 2012 e a Carta Compromisso, que deve ser defendida pelas nossas candidaturas.

- Durante as eleições interajam com as nossas redes sociais (twitter, facebook, orkut).

- Dia 13 de agosto e dia 13 de setembro é dia de mobilização poro todo o Brasil, vamos tomar as ruas e as redes sociais!

Siga-nos no twitter @JPT13 e Curta a nossa página no Facebook http://www.facebook.com/JPToficial. Direção Nacional da JPT

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Twittaço da JPT




É hoje, vamos subir #JPT2012é13 pros TT's BR!


As 14h temos um encontro marcado no twitter, vamos dizer para o Brasil inteiro que a JPT está organizada para disputar hegemonia política nessas eleições 2012 e para eleger o maior número de candidatos e candidatas jovens da nossa história. Confirme presença em:

Evento - Twittaço e Lançamento do Blog "Juventude Vota 13"


Conheça nosso site http://juventudevota13.wordpress.com/, um espaço colaborativo e interativo que contará com a contribuição de todos apoiadores às candidaturas Petistas. Nele você poderá encontrar nossa agenda de mobilizações, acompanhar a caravana da Juventude do PT, ter acesso a materiais de campanha, programas de governo, textos de formação, e informações sobre as eleições 2012.




Encontrará também alguns documentos que orientem as nossas candidaturas como a Cartilha da JPT para as eleições 2012 e a Carta Compromisso que deve ser defendida pelas nossas candidaturas.



Divulgaremos notícias, vídeos e textos produzidos pela nossa militância, basta enviar o conteúdo para o email juventudevota13@fmusp.com.

Siga-nos no twitter @JPT13 e curta a nossa página no Facebook http://www.facebook.com/JPToficial.


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JPT divulga Resolução Política“O Desafio Geracional da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável”


1.Ás vésperas da Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – Rio+20, a juventude do Partido dos Trabalhadores realiza o seu primeiro seminário nacional sobre meio ambiente que denominou “Desafio Geracional da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável”, encontro de jovens petistas que ocorreu em Manaus nos ultimo dias 1, 2 e 3 de 2012. Este encontro marca o compromisso do PT em colaborar com os debates em torno do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, assumindo os desafios de superação dos paradigmas postos pelo sistema vigente nos processos paralelos à Rio+20 e os posteriores encaminhamentos da sociedade civil organizada, é com este ímpeto que a Juventude do PT afirma seu papel maior de colaborar na consolidação de uma geração capaz de construir outro mundo possível.
2.Esta geração de jovens encontra o mundo com avanços e retrocessos acumulados desde a Eco (Rio) 92 Rio, e passamos hoje por um estágio de crise anunciados naquela Conferência das Nações Unidas, já há 20 anos atrás. É necessário que façamos um amplo balanço sobre os acordos firmados em âmbito internacional e seus reais efeitos, como a convenção sobre a biodiversidade, os impasses sobre o protocolo de Kyoto e sobre a Agenda 21, esta constituída de 40 capítulos, dentre eles a capítulo 25 que trata estrategicamente “A participação da juventude na tomada de decisões sobre meio ambiente e desenvolvimento e na implantação de programas é decisiva para o sucesso a longo prazo da Agenda 21.”.
3.No Brasil, a sustentabilidade socioambiental requer um projeto de desenvolvimento capaz de alavancar uma política para a juventude que seja compreendida no contexto da complexa sociobiodiversidade que marca todas as regiões do Brasil, com os jovens sendo agentes do desenvolvimento econômico e social sob o paradigma da sustentabilidade na dinâmica urbana e rural, estas que exigem políticas diferenciadas e inter-complementares para nossa geração.
4.A imagem de “marketing verde” que vem sendo construída em torno da questão ambiental e do desenvolvimento sustentável tira o foco dos debates principais da esfera social, política e econômica. Não podemos deixar enganar por esta cortina de fumaça e ter como desfecho falsas soluções de mercado para a crise planetária, novas estratégias de potencializar os lucros das grandes corporações, empresas e bancos. Contrapor estas tendências é o grande desafio de uma geração que se interessa pela preservação ambiental.
5.Há uma enorme disputa já travada entre “os povos” e o falso conceito de que uma “Economia Verde” seria a solução para os problemas ambientais no planeta, isso se revela nas partes do texto-base do processo oficial da a Rio+20 que estão entre colchetes que falam sobre finanças, energia, consumo e produção, ciência e tecnologia, lixo, educação, degradação da terra, mudança do clima, florestas e biodiversidade, o que na diplomacia indica que ainda há muita negociação pela frente.
6.Se perguntarmos para que e para quem estão procurando rearranjar a “economia verde” teremos respostas que apontam para a reprodução histórica do colonialismo primitivo, com a repetição de medidas paliativas e mitigatórias da degradação e conservacionismo para mascarar a reprodução da mesma coisa. A concentração do capital ainda é a principal beneficiada e é inaceitável a ideia de que a “economia verde” se torne um substituto ou sinônimo do conceito de desenvolvimento sustentável.
7.As grandes questões do desenvolvimento mundial tem suas linhas políticas dadas em outros espaços de decisão, como o G-20, Davos, FMI, BIRD e as próprias reuniões da OMC, que de sua maneira direcionarão os acordos da Rio+20, estes mesmos agentes tem usado o conceito de “economia verde” para a manutenção do status quo planetário, para confundir e interditar o debate crucial onde ele pode ter mais apelo: no eixo Sul-Sul, logo se apressam em associar o conceito de “economia verde” à veladas barreiras comerciais não-tarifárias impostas do Norte contra o Sul.
8.São estas instituições comerciais e financeiras internacionais que devem ser conduzidas pela questão ambiental como eixo orientador, não ao contrário com o meio ambiente como assessório destas transações financeiras de marcado. Essa inversão de valores demonstra que a governança global será pauta da Rio +20 sobre a égide do sistema capitalista que tende a fortalecer o mercado financeiro e instituições comerciais que se fundaram no acúmulo primitivo a despeito da promoção de direitos humanos básicos, da distribuição de renda, da participação popular e da democratização dos meios de comunicação.
9.Por isso os ecosistemas vivos não devem ser privatizados como forma de resolver a escassez de recursos naturais e a pressão do homem sobre o meio ambiente, se isso vier a ocorrer progressivamente estaremos tornando os direitos universais de todos os povos em mercadoria para nosso sacrifício e para a salvação de mais uma crise cíclica do capitalismo. O mercado de monopólios dos meios de produção transforma bens comuns públicos em mercadoria, sequestrando direitos e levando os mais pobres a sofrerem primeiro e de forma mais intensa as consequências das mudanças ambientais.
10.É preciso que se crie outras relações entre os patrimônios naturais e as questões socioeconômicas, sem prejuízos à sustentabilidade ambiental nem ao desenvolvimento social, este debate traz à agenda política a busca de uma outra ordem social, econômica e Ambiental: o Ecosocialismo. Para avançarmos nesta direção acreditamos na necessidade imediata de se revitalizar e fortalecer o Conselho Econômico-Social das Nações Unidas como uma estrutura soberana da ONU que integre o econômico, o ambiental e o social, em detrimento da proposta de se elevar o PNUMA-Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente- numa agência como a Organização Mundial do Comércio- OMC.
Juventude do PT - Socialista, Democrática e de Massas

11.A economia ideal deve ter os fatores de sustentabilidade ambiental como determinantes de sua valoração, tendo como fundamentos a economia solidária, o fortalecimento das micro-economias, o cooperativismo, a reforma agrária e a não privatização dos recursos naturais, a fim de superarmos o modelo capitalista vigente. As relações político econômicas dos países e dos blocos devem passar por revisão no curto e médio prazo para que seja dada a devida consideração aos fatores socioambientais nos acordos e tratados, consideração esta que deve ser o eixo de convergência das negociações na Rio +20.
12.Hoje os documentos internacionais não apareçam mais sem colocar juntas as palavras “desenvolvimento” e “sustentável”. Este termo usado de forma correta pressupõe que a preservação do meio ambiente pode ser uma mola-mestra para um crescimento econômico diferente, necessariamente tendo o ser-humano em convívio pleno com a natureza como medida.
13.Cerramos fileiras com a presidenta Dilma, ante a idéia de que não haveria metas, sem abrir mão dos nossos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, temos de dar passos à frente: nestas duas “cabeças de lista”, e para isso é fundamental não apenas haver metas públicas, mas também metas privadas sob as premissas de “incluir, crescer, proteger e conservar”, medidas cabíveis especialmente para os grandes agentes do capitalismo.
14.Esperamos que a Rio +20 cumpra o seu papel de estabelecer mecanismos regulatórios e marcos institucionais internacionais, que levem em consideração a responsabilidade compartilhada e proporcional sobre o aquecimento global, dando tratamento diferenciado para cada realidade econômica e social dos país. Colocar os créditos de carbono no mercado financeiro, não é a solução, essa medida esconde a real necessidade de se analisar e revisar o Protocolo de Kyoto com outro patamar muito mais preciso e incisivo de responsabilidade socioambiental com participação e controle social sobre a regulação do tratado.
15.O capitalismo verde e o preservacionismo elitista irão se confrontar na Rio+20, e nossa proposta política é apontar alternativas democráticas e populares que consolidem o desenvolvimento sustentável com justiça social, trabalho descente ,distribuição de renda, igualdade racial e de gênero, soberania alimentar, cultural dos povos sobre os seus território. É preciso desmarginalizar a discussão ecológica, pautando o meio ambiente associado à sociedade, a cultura e economia solidária, aproximando os processos decisórios dos cidadãos do mundo. sem racismo ambiental,
O PAPEL DO BRASIL NA RIO+20 E FRENTE AOS DILEMAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS
16.O Brasil fez um grande esforço para criar um novo tipo de conferência da ONU onde não estejam só os diplomatas de cada país, mas da sociedade civil em seu conjunto, em especial os major groups. Este esforço, juntamente à participação social autônoma e representativa na construção da Cúpula dos Povos , já faz dessa Conferência da ONU a mais participativa da história.
Juventude do PT - Socialista, Democrática e de Massas

17.Para avançarmos o campo da esquerda na construção do socialismo democrático temos que consolidar o Governo Democrático e Popular do PT com a Presidenta Dilma, por isso o Partido dos Trabalhadores, os demais partidos, movimentos e organizações de esquerda devem capitanear e conquistar a sociedade brasileira, construindo o poder popular e ampliando seus espaços de poder para fazer a diferenças e impor os avanços na Reforma Política, Reforma Tributária, Reforma Agrária e Democratização da Comunicação, estas que contribuirão significativamente para os avanços sociais necessários e nos permitirá investir em outras matrizes de desenvolvimento.
18.Vivemos uma crise ambiental, social e econômica de grandes proporções que gera grilagens de terras públicas, conflitos agrários, invasão de áreas protegidas para desflorestamento e mineração, racismo ambiental, violação aos direitos humanos, precarização dos serviços públicos ambientais, tudo isso sustentado por forças políticas que representam uma pequena parcela da sociedade brasileira que defendem seus próprios interesses de alavancar lucros e se manter no poder.
19.Estas forças conservadoras demarcam seus espaços principalmente no Congresso Nacional e no Judiciário,fato comprovado no impasse do Projeto de Mudanças no Código Florestal. A Presidenta Dilma vetou parcialmente o texto proporcionando 12 vetos e 32 modificações ao texto, no entanto já são mais de 600 emendas vindas da bancada ruralista com a intenção de flexibilizar os direitos ambientais e levar a uma expansão das fronteiras agrícolas desconsiderando o valor que tem a nossa biodiversidade. Não podemos deixar que os ruralistas transformem o nosso Código Florestal, de um instrumento de regulamentação das atividades econômicas, num vilão das metas de redução de desmatamento que o Brasil assumiu diante do mundo.
20.Apesar de resistências da classe política conservadora o governo brasileiro cumpri hoje um papel importante mostrando que a valoração de créditos de carbono deve seguir outra lógica, isso ficou claro quando foi freado recentemente o oportunismo descarado de empresas internacionais que, direta e indiretamente, estavam negociando créditos de carbono diretamente com as comunidades indígenas. Foram cancelados pelo menos 35 grandes contratos bilionários que versam sobre acesso irrestrito ao território, “benefícios” sobre a biodiversidade e severas restrições de uso dos indígenas de suas terras e recursos naturais. Por isso o Brasil precisa sair na frente regulamentando mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REED e REED+) e criando um Comitê Nacional de Redd, para monitorar a implantação das iniciativas e regular a execução dos recursos financeiros para garantir o acesso e a repartição dos benefícios de forma justa e para fomentar prioritariamente o desenvolvimento local.
21.A especulação ambiental, a apropriação indébita de patrimônios naturais e o uso degradante de nossos recursos passarão a fazer cada vez mais pressão sobre o Brasil, o que exige o fortalecimento do Estado na gestão pública com mecanismos de participação e controle social mais efetivos. A venda de créditos de carbono de áreas protegidas pela legislação brasileira e sob a responsabilidade do Estado deve ser de responsabilidade deste com a devida participação e controle social da sociedade civil, permitindo concessões à exploração privada, apenas sobre a recuperação de áreas degradadas e reflorestamento em terras públicas e particulares, não de patrimônio público protegido de floresta em
Juventude do PT - Socialista, Democrática e de Massas
22.O Brasil deu um exemplo ao mundo, quando na COP 15, mesmo não sendo um país historicamente emissor, se comprometeu como voluntário na redução de emissões de gases que provocam o efeito quando apresentou a Política Nacional de Mudanças Climáticas que busca reduzir as emissões até 2020 em 38,9%, reduzir o desmatamento na Amazônia em 80% e diminuir em 40% o desmatamento no Cerrado. São tarefas urgentes a cumprir o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, avançar na redução do desmatamento, ampliar a demarcação de terras indígenas, de terras quilombolas, de reservas extrativistas, unidades de conservação, fortalecer o Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA e o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, retomar a Agenda 21 brasileira, o programa de juventude e meio ambiente, além de convocar urgentemente a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente.
23.O debate crucial desta Conferência que se tenta escamotear é sobre como o capitalismo vai viver para além dos combustíveis fósseis. Dado isso o Brasil deve contar com os recursos oriundos da exploração do Petróleo da camada do Pré-Sal para ser um passaporte para o futuro sustentável dos brasileiros, utilizando-o para investir em políticas públicas estratégicas e estruturantes de curto e médio prazo, com a posse, gestão e regulação dos sistemas de exploração geridos pelo poder público com participação e controle social, priorizando novos investimentos para desenvolver o setor secundário de processamento de matéria prima, educação, saneamento e saúde ambiental. Por isso queremos 50% do Pré-Sal para educação, ciência e tecnologias sociais e sustentáveis, sem prejuízo dos 10% do PIB para educação.
24.O Brasil deve desempenhar um papel diferenciado para consolidar-se como liderança mundial, para que isso ocorra é necessário fortalecer o papel do Estado brasileiro neste processo interna e externamente, avançando rapidamente nas políticas estruturantes e aprofundando as relações com os países irmãos tendo em vista a extinção progressiva das políticas neoliberais enraizadas nos países do sul. Assim podemos ter cada vez mais peso nas negociações globais, invertendo o jogo sujo do capitalismo.
25.Nunca tivemos na história um continente latino americano com tantos governos progressistas, por isso nossa postura diplomática tem que ser de destaque com foco em consolidar a região em momentos de unidade como o que exige a pauta da Rio +20. Temos que enxergar e dar a devida importância a isso que pode caminhar à convergências que apontem para a formação de um bloco político, social e econômico Forte na América Latina e Caribe, que seja um celeiro mundial de um modelo de desenvolvimento diferente dos que prevaleceram nos EUA, Japão, Europa.
26.O momento é favorável e a presidente Dilma Rousseff já teve a confirmação da participação chefes de Estado dos BRICS, do novo presidente francês e convocou todos os líderes e ministros da América Latina, do Caribe e da África a comparecer à Rio+20, contrastando com a ausência de líderes como Barack Obama, dos Estados Unidos, e David Cameron, do Reino Unido, e Angela Merkel, da Alemanha, que apenas enviarão representantes. Se não poderemos redefinir todas as regras, pelo menos um grande e sólido campo cooperativo diferente de tudo que se viu geopoliticamente no período mais recente, é possível emergir.
27.Sendo assim a grande tarefa programática da Juventude do PT é mudar bruscamente os paradigmas, incidir institucionalmente, lutar pela organização popular e estruturação dos movimentos sociais, aproximação das comunidades e povos tradicionais, e, construir uma agenda política com os países irmãos, promovendo assim um investimento geracional através de políticas públicas gerais e específicas para a juventude e meio ambiente já acumuladas e priorizadas nas Conferências de Políticas Públicas dos diversos setores. A sincronia destas políticas é capaz de formar em seu processo de implementação pessoas munidas de uma profunda consciência ambiental, protagonistas de iniciativas econômicas sustentáveis, produtoras de conhecimento baseado na tecnologia limpa, ambientalmente correta e socialmente justa.
28.Politicamente nosso movimento é para fortalecer o campo da participação social nos organismos internacionais e nacionais, o multilateralismo, os povos tradicionais, a floresta em pé, a biodiversidade, a terra, água, o ar. Nosso movimento é para que não seja mais possível avaliar o desenvolvimento de uma comunidade sem levar em conta a reforma agrária, habitação, saúde pública, a escolarização progressiva ilimitada e universal, a produção de alimentos saudáveis e seguros, a culturalidade, o saneamento, a mortalidade materno-infantil e tempo livre disponível para a infância e juventude. Precisamos adotar uma nova medida de desenvolvimento, referenciada num nível humanístico radical que leva em conta os indivíduos e a coletividade em detrimento à métrica de produção e consumo de milhões que nos levou até aqui para uma crise ambiental global.
29.Defendemos a hegemonia da profundidade do estudo de impacto e licenciamento ambiental à vontade de empreender grandes projetos, a hegemonia da agroecologia cooperativa e familiar ao agronegócio, da matriz energética limpa e diversificada ao combustível fóssil e físsil, do orgânico sobre o transgênico, do trabalho decente sobre o “indecente”, da segurança alimentar sobre o desperdício consumista, do produto com valor sustentavelmente agregado sobre a commodity, dos indicadores sociais aos indicadores econômicos, dos padrões de vida da “classe C” aos da classe “A”, do diálogo sobre a propaganda e a violência, do público sobre o privado, da sociedade civil sobre a sociedade política, do plano sobre o mercado, da esquerda sobre a direita.

Manaus, 03 junho de 2012

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JPT lança agenda da Rio +20 e Cúpula dos Povos

A Juventude Petista divulgou hoje a agenda para a Rio +20 e Cúpula dos Povos no Rio de Janeiro. Compõe a programação atividades promovidas pela JPT, movimentos sociais juvenis e organismos governamentais que tenham na sua pauta a especificidade do debate da juventude e os desafios da sustentabilidade. As atividades terão inicio no dia 07 de Junho e seguirão até o dia 22 de junho. Baixe a programação e confira.
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Eleições 2012: Juventude consolida preferência por Washington Luiz


Para elaborar uma plataforma de políticas públicas para os jovens com idade entre 15 e 29 anos, o Partido dos Trabalhadores (PT) promoveu no sábado (2), o seminário “A juventude discute São Luís”, que se transformou em um ato de apoio à pré-candidatura do vice-governador Washington Luiz Oliveira a prefeito de São Luís. O seminário contou com a participação da secretária de juventude do Governo Federal, Severine Macêdo, do secretário de Trabalho, José Antônio Heluy, do deputado Roberto Costa e representantes da militância jovem do PT, PMDB, PV, PTB, PSL PPL e PRP Jovem, que lotaram o auditório Fernando Falcão, da Assembléia Legislativa.
O pré-candidato do PT à prefeitura de São Luís avaliou que a manifestação de apoio recebida durante o seminário veio exatamente na contramão da onda de boatos sobre as infundadas versões de sua desistência, frutos de uma guerra midiática que deve acontecer durante os próximos meses na campanha eleitoral.
Washington Luiz disse que pretende fazer uma campanha propositiva, discutindo os problemas em busca de alternativas para São Luís, de forma participativa com as lideranças de todos os segmentos sociais. Os debates devem reunir jovens, trabalhadores, empresários e outras lideranças para elaborar um projeto de mudanças estruturais para o desenvolvimento e a modernidade de São Luís para o século 21.

Ele frisou que as declarações de diversas lideranças estaduais, entre as quais a governadora Roseana Sarney, considerando sua pré-candidatura a mais competitiva, representaram uma importante manifestação de apoio que veio somar com a expressiva contribuição da presidente Dilma Rousseff e do PT nacional, representado no seminário pela secretária de juventude do Governo Federal, Severine Macêdo.
Washington Luiz disse ainda que pretende reunir os movimentos sociais e todos aqueles que posam contribuir com projetos de mudanças para São Luís para a construção da força política necessária para efetivar as transformações que a cidade precisa e que repressentam um grande desafio. “Eu quero construir uma base política e social para enfrentar os desafios, com o apoio de todos para elaborar um programa condizente com a cidade do século 21”, afirmou.
Depois de lembrar a militância política e a longa amizade com a secretária do Governo Federal, Washington Luiz disse que Severine Macêdo trouxe uma importante contribuição para incorporar a juventude de diversos partidos à sua pré-campanha a prefeito de São Luís, uma das capitais com a população mais jovem do país.

O pré-candidato petista voltou a criticar os gestores municipais que deixaram São Luís com infraestrutura precária, sem serviços públicos básicos e com crescente segregação social e inchaço populacional. Para mudar este quadro grave, ele defende a construção de um pacto entre as gerações na defesa de um projeto que mude a qualidade de vida de São Luis, integrando as novas gerações ao processo democrático e a estratégia de desenvolvimento da cidade.
A secretária Severine Macêdo, que coordena as políticas públicas de juventude do Governo Federal, observou que o seminário foi uma oportunidade para discutir junto com a juventude partidária de São Luís a construção de um programa de governo que contemple o maior número de jovens da história recente do Brasil, com reflexos em todas as cidades.
Ela frisou que não se pode desperdiçar a oportunidade histórica de investir em uma geração, que representa mais de 50 milhões de pessoas de 15 a 29 anos no país. Ela salientou que a juventude é um segmento importante para a mobilização social e para construção de uma política de desenvolvimento sustentável no país, especialmente em São Luís onde os jovens representam um quarto da população.

Depois de lembrar que sempre militou na juventude política do PT, Severine Macêdo disse sua participação no encontro da juventude serviu para ouvir sugestões e contribuir na montagem do programa de governo que será apresentado durante a campanha de Washington Luiz.
Ela salientou que o pré-candidato petista aposta na participação dos jovens e abriu este importante espaço democrático de debate, com uma visão estratégica de criar oportunidades de trabalho e renda para a juventude, por meio de uma agenda desafiadora.
Severine Macedo disse que o governo federal vem implementando a construção de políticas públicas para a juventude com a criação de novos programas e frisou que elas [as políticas] só serão consolidadas quando os gestores estaduais e municipais fortalecerem estas ações como política de Estado.
Com um discurso afinado, as lideranças locais da juventude do PT, PMDB, PV, PTB, PSL PPL e PRP Jovem, disseram que o seminário serviu para elaborar uma plataforma de políticas públicas afirmativas para a juventude de São Luís.
(Karina Lindoso / PT São Luis)
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JPT convoca “Seminário: Desafio Geracional da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável”


A Juventude do Partido dos Trabalhadores é a maior juventude partidária da esquerda da América Latina, envolve cerca de 1.423.063 filiados distribuídos em todos os Estados brasileiros trabalhando na construção de um país mais justo e igualitário.
A JPT desde seu I Congresso em 2008 vem caminhando a passos largos com sua organicidade e mobilização para cumprir a tarefa de renovação geracional no PT e de conquista da sociedade com nosso projeto democrático, popular e socialista. Este ultimo período de 4 anos pra cá culminou na aprovação no 4º Congresso do PT de Resolução Política que reserva 20% das vagas nas direções municipais, estaduais e nacional para filiados com até 29 anos, o que possibilitará uma intensa renovação entre os dirigentes partidários de todos os níveis, abrindo espaço para que as novas gerações de lideranças possam assumir responsabilidades reais no comando do PT e mostrar a capacidade de pensar o desenvolvimento do Brasil, dos estados, das regiões e das cidades.
A conjuntura nacional do nosso Governo do PT que colocou o Brasil como 6ª economia mundial, a crise mundial do capitalismo e sua conseqüente crise ambiental, têm nos colocado constantemente novos desafios ao projeto de desenvolvimento democrático popular.
Precisamos interiorizar e disputar profundamente o modelo econômico e o sentido político ideológico deste projeto e em junho deste ano, na cidade do Rio de Janeiro, teremos a oportunidade de participar ativamente de um momento sociopolítico que poderá ser histórico para o mundo, pois ocorrerá a Rio + 20 ‐ Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável e, paralelamente, a Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental, organizada pela sociedade civil. Serão sem dúvida eventos importantíssimos para o Brasil, considerando sua condição político econômica e de país anfitrião.
A Juventude do PT, para corresponder aos novos desafios geracionais e encaminhar resoluções de seu II Congresso e do partido, quer cumprir seu papel militante e vem através deste projeto convocar a militância, à Direção nacional e as instituições parceiras para participar do Seminário Desafio Geracional da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável, etapa de debate e elaboração política importante para a efetivação da Estratégia de Organização e Fortalecimento* da militância do PT para avançar nos temas prioritários sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento para agora e além deste momento histórico.
O Seminário acontecerá nos dias 1, 2 e 3 de Junho de 2012 na cidade de Manaus no estado do Amazonas.
As inscrições poderão ser realizadas até o dia 30 de Maio.
Para se inscrever é necessário baixar o formulário abaixo em seguida preenchê-lo e envia-lo para o email seminariojpt@pt.org.br FICHA_DE_MEIO_AMBIENTE.doc
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