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Nas Marchas da Maconha, #Legalize13




Nas Marchas da Maconha, #Legalize13


A política antidrogas, consagrada na América Latina a partir da doutrina do Departamento de Estado dos Estados Unidos, já se desmoralizou como um completo desastre. Desde que foi implementada, serviu para militarizar regiões estratégicas de biodiversidade, recursos hídricos, energia, matérias-primas minerais como a Amazônia, arruinar a economia camponesa diante do agrobusiness, criminalizar movimentos sociais, emparedar comunidades tradicionais, lotar cárceres de jovens pobres, negros e indígenas e não triscar em nada nos banqueiros, empresários e políticos associados em torno da lucrativa atividade de gerenciamento do narcotráfico e da lavagem de dinheiro dele proveniente.

Uma política que só serve à indústria bélica estadunidense, ao expansivo controle e monitoramento de áreas geográficas fundamentais do continente pelos EUA, à construção de um discurso de direita associado aos seus interesses e ao poderio e prosperidade econômica de suas empresas, nos mais variados ramos.


Atualmente, o foco central do combate às drogas está nos pequenos traficantes e, embora o mercado do tráfico de drogas seja um dos mais rentáveis do mundo, quem mais lucra com a proibição são os grandes narcotraficantes que continuam alimentando esse mercado clandestino e mantendo seu poder de influência que vai muito além do tráfico, basta ver que na Colômbia, ao final do governo de Álvaro Uribe, 2/3 do Congresso Nacional desse país estava sendo investigado por ter relações com o narcotráfico.


É preciso inverter a lógica de que o problema das drogas se resolve com aumento da repressão. Até hoje as políticas proibicionistas não se mostraram eficazes para reduzir o consumo das drogas e seus efeitos sociais. A maior arma de combate às drogas é a informação, o investimento em programas de redução de danos, a regulamentação dos locais de uso, da quantidade consumida em locais públicos, o controle de qualidade da mercadoria produzida, a fiscalização do cumprimento da legislação trabalhista nas unidades produtoras, a garantia de arrecadar impostos e investir em políticas preventivas e de recuperação dos usuários realmente viciados, como ocorre com o tabaco e o álcool, por exemplo, além de em políticas universais de saúde.

Legalizar o plantio, a produção, o comércio e o consumo da maconha é atingir diretamente a raiz do problema, porque assegura o controle do Estado e a fiscalização da sociedade sobre essa atividade econômica. Dessa maneira, desmontamos, por consequência, toda a rede criminosa que se articula pela produção e circulação ilegal das drogas. 

A maconha é uma planta milenar que faz parte da cultura de diversos povos. Registros históricos registram que a maconha já era utilizada na alimentação dos chineses há mais de 3 mil anos a.C. A Maconha não é utilizada apenas para fins recreativos, mas também na industria textil, na farmacêutica, e na de bio combustível.


Recentemente tivemos uma grande conquista, ao termos garantido pelo STF o direito de nos manifestarmos nas ruas defendendo a legalização na Marcha da Maconha!

A JPT não está de fora dessas mobilizações, acreditamos que é extremamente legitimo a juventude sair às ruas e defender uma mudança na atual política de drogas. Por isso defendemos:

- Legalização do plantio, do consumo e da comercialização da Maconha;
- Legalização do plantio caseiro para consumo individual;
- Livre permissão para o consumo caseiro, respeitada toda legislação que regulamenta crimes convencionais, etc.
- Plantio para fins comerciais;
- Investimento na pesquisa farmacêutica;
- Contra o internamento compulsório;
- Por uma política de redução de danos dos usuários de drogas como política de saúde de Estado;
- Ampla divulgação dos malefícios provocados pelo consumo de drogas, de forma democrática e científica e não amparada em preconceitos, religiosidade e informações unilaterais;
- Regulamentação, com participação social, dos espaços e quantidades de consumo em bares, cafés e congêneres;
- Rígido controle de qualidade, pela Anvisa e demais órgãos, da produção e circulação;
- Previsão legal de forte punição aos produtores e demais agentes econômicos empresariais que não estiverem em pleno cumprimento de suas responsabilidades trabalhistas e fiscais


Todas/os às Marchas!
#Legalize13


Direção Nacional da Juventude do Partido dos Trabalhadores


1 comentários:

Venicio Moura Jr. at: 29 de maio de 2012 04:37 disse...

#Legalize13
Vai marcha em Teresina no dia 02 de Junho!

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