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I Concurso de Prosa, Poema e Fotografia do Juventude Viva



As inscrições do I Concurso de Prosa, Poema e Fotografia, no âmbito do Plano Juventude Viva, foram prorrogadas até o dia 30/4/2013.

Com a iniciativa, a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) pretende estimular os jovens a refletirem sobre a condição da juventude negra, que é hoje a principal vítima dos homicídios no Brasil. Por meio do concurso, os participantes poderão refletir e opinar sobre este e outros temas que envolvem a agenda juvenil, incluindo os desafios para a conquista plena dos seus direitos. Os interessados devem ser brasileiros, residentes e domiciliados em território nacional e ter entre 15 e 29 anos.

Participe, divulgue e incentive o debate desse importante tema, que motivou a criação do Juventude Viva. O Plano reúne diversas ações, envolvendo governos e sociedade civil, voltadas para a prevenção e redução dos homicídios contra jovens negros em 132 municípios brasileiros. O concurso vai selecionar os 30 melhores trabalhos nas três categorias e o resultado será divulgado no dia 20 de junho.


Video do concurso:

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Lançamento do "Juventude Viva" e Manifesto Pelo Fim dos Massacres


O que há em comum entre os nomes  abaixo?

Carandiru, Acari, Matupá, Candelária, Vigário Geral, Alto da Bondade, Corumbiara, Eldorado dos Carajás, São Gonçalo, Favela Naval, Alhandra, Maracanã, Cavalaria, Vila Prudente, Jacareí, Caraguatatuba, Castelinho, Jd. Presidente Dutra, de Urso Branco, Amarelinho, Via Show, Borel, Unaí, Caju, Praça da Sé, Praça de Felisburgo, Chacina da Baixada Fluminense, Crimes de Maio, Complexo do Alemão, Morro da Providência, Canabrava, Vitória da Conquista, os Crimes de Abril na Baixada Santista, Praia Grande, Pinheirinho, Saramandaia.

O fato de que esses, que em geral eram apenas nomes de lugares, passaram a designar massacres, chacinas, desaparecimentos coletivos, todos perpetrados em pleno regime democrático e contra um grupo bastante específico da população: pobres, negros, jovens e do sexo masculino. De acordo com o Manifesto pelo Fim dos Massacres publicado pela revista Caros Amigos, ao longo de 10 anos (1998 a 2008), a cada três assassinatos, dois foram de negr@s.

Essa realidade nos faz atentar para necessidade de nos mobilizar em prol de um aparato policial que proteja nossa população ao invés de atacá-la e que atue de acordo com as prerrogativas contirucionais do Estado Democrático de Direito. Dentro deste contexto o lançamento do piloto do Plano Nacional de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra, o “Juventude Viva”, aponta para o reconhecimento do Estado brasileiro da problemática e do papel que precisa cumprir no combate a essa mazela.

O projeto foi lançado em Alagoas e será implementado em Maceió (cidade com o segundo maior indíce de homicídios do país), Arapiraca, Marechal Deodoro e União dos Palmares.  A meta do governo federal é, a partir da experiência inicial, estender a iniciativa para os 132 municípios mais violentos do país.

Entre as iniciativas a serem desenvolvidas estão a adoção, pelas escolas estaduais, de aulas em período integral; a criação de espaços culturais em territórios violentos e o estímulo ao empreendedorismo juvenil, principalmente quando associado à chamada economia solidária. O programa também prevê ações de capacitação dos profissionais que atuam com os jovens, especialmente dos policiais.

Convocamos a tod@s a divulgar e apoiar esta iniciativa do governo federal, bem como o Manifesto pelo Fim dos Massacres lançado pela Rede 02 de outubro.
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Basta ao Extermínio da Juventude!


No dia 08 de setembro seis jovens moradores da Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, foram aproveitar o sábado de sol em uma das cachoeiras da região. Na tarde de 10 de setembro os corpos do grupo de amigos foram encontrados às margens da Rodovia Presidente Dutra apresentando sinais de tortura.

Na tarde do mesmo dia 08 de setembro no Distrito Federal, o adolescente Ronald Ferreira de Barros de 15 anos estava sendo enforcado por seus colegas de quarto no antigo CAJE (Centro de Atendimento Juvenil Especializado). Este homicídio é o terceiro em 20 dias no interior da instituição, e é parte de uma “política” promovida por parte dos internos que relataram a Delegacia da Criança e do Adolescente, que cometerão assassinatos semanais para pressionar as autoridades a aplicarem penas mais brandas aos infratores.

O que há em comum entre os dois casos é o fato de jovens, negros e moradores da periferia estarem sendo exterminados, seja pelo Sistema Socioeducativo que apenas este ano já registrou 11 homicídios em seis estados da federação, seja pela violência disseminada em nossa sociedade, mas que apresenta sua face mais perversa para esse grupo.

De acordo com o Mapa da Violência 2011, as chances de um jovem negro entre 15 e 25 anos ser assassinado é 127% maior do que a de um branco na mesma faixa etária. O mesmo estudo também indica um aumento de mais de 340% na mortalidade de jovens nas últimas três décadas. Os dados são alarmantes e não nos permitem mais o silêncio e inércia.

A Juventude do PT se solidariza com as famílias das vítimas, se posiciona em prol da apuração das circunstâncias das mortes, e da construção de uma política de proteção à vida dos nossos jovens que seja perpassada por uma perspectiva de promoção dos direitos humanos, de combate à criminalização da juventude, e que enxergue em todos os jovens e em todos os cidadãos e cidadãs brasileiras, em conflito com a lei ou não, independente da cor e da classe social, como sujeitos de direitos e protagonistas de um novo paradigma de desenvolvimento nacional, garantindo a estes o direito à vida plena, liberta da categoria de "necessidade" e prenhe de possibilidades.


                                            Direção Nacional da Juventude do PT
                                   Coordenação Nacional de Direitos Humanos da JPT

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Direito de ser Jovem



            Discutir direitos humanos a partir das pautas juvenis é um exercício tão desafiador quanto oportuno. Desafiador, na medida em são temas complexos e de recente inserção nas agendas públicas de nosso país. Oportuno, pois problematiza algumas violações de direitos e suscita novas perspectivas.
            Se observarmos que em nosso país a escravidão deixou de existir há menos de 200 anos e que há menos de 100 as mulheres não tinham direito ao voto, teremos uma pequena mostra do quanto essa luta pela garantia de dignidade à pessoa humana é nova em nossa cultura. E nesse sentido, é uma luta permanente, sempre em movimento e que perpassa nossas inúmeras condições: gênero, etnia, orientação sexual, classe social... e também a dimensão etária, nosso objeto de reflexão.
            Para início de conversa, é fundamental partirmos de uma concepção de juventude, que rejeita estereótipos e enfatiza a diversidade dos saberes e dos fazeres juvenis, com a abordagem de juventudes, sempre na sua forma plural. Existe nesse contexto o que chamamos de condição juvenil, ou seja, um período determinado e transitório em que somos considerados efetivamente jovens. No Brasil, a partir de acúmulos acadêmicos, governamentais e sociais, compreende-se essa faixa dos 15 aos 29 anos. É importante destacar que se trata de uma fase da vida, em que há sobreposição de identidades etárias, de maneira que o ser jovem assumirá concomitância, ora com o ser adolescente, ora com o ser adulto.
            Definimos um pouco do que seriam juventudes, contudo, tal consideração só se faz producente quando devidamente apercebida e apropriada pelo conjunto da sociedade. Apesar de alguns avanços nas agendas públicas, no âmbito do cotidiano da população brasileira, a condição juvenil ainda é extremamente mal compreendida. Jovens são sempre tratados como “pré-adultos” (conseqüentemente “pré-cidadãos”, “pré-responsáveis”...), de forma que suas capacidades são permanentemente desacreditadas. Vivemos numa sociedade em que ser jovem é sinônimo de ser despreparado e desprovido da tão valorizada experiência (como se essa dependesse exclusivamente da quantidade de tempo investido em algo e não de sua qualidade). Um exemplo disso, é que para ser candidato a determinados cargos eletivos, a lei exige idades específicas, definidas sem qualquer critério objetivo de coerência (no mínimo 30 anos para ser governador e 35 para presidente da república).
            No outro extremo de abordagem, jovem é sinônimo de beleza, saúde, vitalidade, disposição, prazer e tantos outros predicados, que isolados em si mesmo, contribuem vigorosamente para modelos banalizados de existência. Não que tentar ser bonito, saudável ou sentir prazer, seja algo reprovável, mas viver exclusivamente para isso (supostamente sem formações morais), contaminam nossas relações de indiferença e insatisfação permanente, pois as coisas passam a valer mais do que as pessoas. A partir desse pensamento, também se desenvolve uma prática comum em relação às juventudes, sobretudo de classes menos abastadas, que é a de exploração da mão de obra sob condições precárias. É óbvio que esse fator atinge todas as faixas etárias, mas nos grupos juvenis é intensificado sob o argumento da força e vigor natural desse grupo. Por exemplo, o que mais observamos em ofertas de trabalhos de cunho operacional pesado é limitação em relação à idade, como se o ser jovem justificasse o trabalhar mais.
            Pensando então, o jovem em seus recortes de classe, sobretudo as juventudes pobres, a estigmatização social realiza papel ainda mais perverso, já que estes jovens, vítimas das mais variadas formas de violência social (marginalização, preconceito, prostituição, entre outras formas), são tratados como se fossem, naturalmente, incapazes de atuar com independência e discernimento.
            Isso sem citar os problemas somados a outras condições sociais, como a questão de gênero, onde sabidamente são os homens, em sua suprema maioria negros, que morrem, vitimas de um extermínio situado na violência urbana. São também as jovens mulheres negras as principais vitimas da exploração sexual e da mercantilização do corpo. São ainda os/as jovens LGBTs que sofrem com a opressão, a falta de informação e o desserviço prestado na rede pública, que discrimina de forma institucional a população de transexuais e transgêneros.         
            Fica evidente o elevado número violações sofridas pelas juventudes em nosso país, portanto é fundamental direcionar a pauta dos direitos humanos para ações nesse recorte da população, com respeito à diversidade de realidades juvenis e com efetivas práticas de protagonismo juvenil, onde o jovem deixe de ser visto como um problema e tenha acesso a ferramentas para se tornar solução de nossas várias problemáticas sociais.
            Discutir juventudes é discutir direitos humanos e vice-versa, então lutemos para que o jovem ocupe na sociedade o espaço que lhe é devido, qual seja o de um cidadão pleno, respeitado em sua humanidade e considerado exclusivamente por suas potencialidades.
            Que todas e todos tenham assegurado o direito de ser jovens, afinal, nosso tempo é agora.


Jorge Alberto é estudante de jornalismo, educador social e candidato a vereador na cidade de São João de Meriti.

Ludmila Queiroz é estudante de marketing, conselheira de juventude de São João de Meriti e secretária de combate ao racismo da Juventude do PT RJ.

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JPT divulga programação do VI Seminário da Juventude Negra 13

PROGRAMAÇÃO

QUINTA-FEIRA

Manhã

10h as 13h Chegada e acolhida das delegações. Chegada das delegações, Credenciamento e Acomodação.

14h00min Mesa de Abertura

Saudação aos participantes com as presenças:

• Secretário Nacional da JPT;
• Secretária Estadual da JPT;
• Diretora Nacional de Ações Afirmativas da JPT
• Presidente do PT da Bahia;
• Coordenador de Políticas de Juventude do Governo da Bahia;
• Secretária Nacional de Combate ao Racismo do PT
• FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO
• FES
• CONEN

15h00min

Painel 01

O PT, a Juventude Negra e a Questão Racial. Apresentação introdutória e profunda sobre a temática do Seminário com:

15h30min

DEBATE Espaço para discutir a conjuntura, baseado nas provocações e estímulos apresentados pelos painelistas.

16h30min – Mesa 01

Contribuição da militância negra na luta dos trabalhadores/as em nosso país e a Construção da Revolução Democrática.


Debate sobre os processos de luta e resistência dos negros/as na construção da identidade trabalhadora de nosso país.


17h 30min DEBATE Espaço para discutir a conjuntura, baseado nas provocações e estímulos apresentados pelos painelistas.

18h
A JN13 no fortalecimento das Políticas de Combate ao Racismo Momento onde serão apresentadas experiências de mecanismos de Combate ao Racismo.


19h30min – Jantar

20h30min
Atividade Cultural Espaço para manifestações culturais dos participantes.

SEXTA

08h00min – Café da Manhã

09h PAINEL 01

A JN13 e o enfrentamento à mortalidade da Juventude Negra. Debate sobre o Mapa da Violência 2012 e o Plano de Enfrentamento à Mortalidade da Juventude Negra da SNJ.


09h30min

DEBATE Participação e apresentação dos encaminhamentos.

10h20min

Lanche Poético Pausa para que seja feito um lanche com declamação de poesias entre os participantes

10h30min – Mesa 03
JN13 e o processo de organização Debate sobre funcionamento e dinâmica da JN13 até os dias de hoje.


11h

DEBATE Participação e apresentação dos encaminhamentos.

11:30 min

Painel 02

A JN13 e a Diretoria de Ações Afirmativas – perspectivas de uma nova JPT
Debate sobre qual o papel da JN13 junto à Pasta de Ações Afirmativas da JPT.


13h00min – Almoço

15h00min

Grupos de Trabalho:
• Agenda Política (Relação com o Movimento Negro e de Juventude e com os órgãos de igualdade racial e de juventude, SEPPIR, SNJ, FONAJUNE, CONJUVE, CNPIR, ENUNE etc)

• Organização da JN13: ( (Propostas para continuidade das ações, como seminários regionais e ou estaduais, campanhas, etc)
•
• JN13 e a Agenda Internacional (relação da JN13 com a juventude negra e de esquerda dos países)
•
• JN13 e Comunicação (Estratégias de comunicação, blog, redes sociais, visibilidade das ações)
Os GT’s terão o objetivo de Produzir conteúdos intelectuais e políticos, a partir do acúmulo de demandas provocadas com o Painel e as Mesas, e servirão de subsídios para o documento final, a partir das propostas aprovadas nos GT’s.


17h Debate sobre Comunidades Tradicionais

18h

Papo Nagô: Mulheres Negras e Relação de Poder Espaço onde uma mulher histórica do movimento negro apresente a discussão de Gênero, Relação de Poder e o PT.


19h30min – Jantar

21h00min

Ato-Show em Defesa da Vida da Juventude Negra Ato com apresentação de grupos de expressão da cultura negra, com manifestações políticas denunciando as agressões de extermínio sofridas pela juventude negra.

SÁBADO

08h00min – Café da Manhã

09h00min

PAPO GRIOT




Espaço onde dois Griot’s {um homem e uma mulher} históricos do Movimento Negro abordam sobre “Lutas e Resistências da Nossa História”



10h

Táticas e Estratégias de Empoderamento da JN13 Debaterá empoderamento e preparação para participação em espaços de tomada de decisões

10h30min

DEBATE

11h

Apresentação dos resultados dos GT’s e Encerramento Apresentação das propostas dos GT’s para serem sistematizadas e transformadas nas resoluções do Seminário (momento onde iremos delegar os (as) responsáveis pelas ações e encerramento (avaliação)


13h00min – Wajeum Significa “almoço” no idioma Iorubá

14h00min
retorno das delegações às suas cidades/ESTADOS
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